Mostrando postagens com marcador The Office. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador The Office. Mostrar todas as postagens

11.16.2007

Ping-Pong? That's What She Said!

S04E08 – "The Deposition"

No último episódio do ano e talvez até da temporada, The Office assume um tom melancólico ao tratar da tentativa de Jan ser indenizada por sua demissão da Companhia. E Michael Scott acompanha como sendo testemunha dos desrespeitos ("My friend Disree got new specs") que Jan sofreu.
Concentrarem toda a atenção nos depoimentos de Michael foi interessante para garantir o ritmo do episódio e o uso da frase "That's what she said" foi novamente brilhante. Mostra como além de não resistir à piada, ele praticamente a incorporou como rotina, como dar "bom dia" ao encontrar alguém. Mas assim como em Money, o final nos faz sentir pena de Michael por nenhum de seus superiores respeitarem sua forma de trabalhar. É engraçado como ele recebe praticamente a mesma apunhalada de David, mas assim mesmo prefere continuar contra Jan. Talvez mais do que a privacidade de seu diário ter sido violada e utilizada como prova, Michael tenha percebido que no depoimento de David, mesmo não reconhecendo seus méritos como chefe, ele chame-o de "nice guy". A própria cena de desculpas parece ser mais um indício para essa segunda opção. Entretanto, é nas sutilezas que essa história acaba sendo engraçado, como quando Michael chega para almoçar e todos os outros funcionários da empresa estão lendo as cópias de seu diário. Toby (yeah!) tenta até ganhar a confiança dele contando sobre a separação de seus pais, e quando pensei que teríamos uma conciliação dos dois, Michael volta a agir como uma criança de 6 anos e joga a bandeja de Toby ao chão. Genial.
Para entreter os funcionários do escritório durante a saída de Michael, tivemos um duelo de Jim e Darryl no ping-pong, mas que acabou sendo um confronto entre Pam e Kelly. Impressionante que esse deve ser um dos primeiro episódios que sinto simpatia por Kelly e seu smack-talk. Talvez por estar um pouco farto do relacionamento de Jim e Pam, que teimam em aparecer em todos os episódios. Mesmo que eles sejam importantes, há outros relacionamentos que acabam sendo esquecidos, como o triângulo Andy-Angela-Dwight. Aliás, a única aparição de Dwight acaba sendo um pouco forçada. Não consigo acreditar que ele realmente venha revelar depois de 3 temporadas sua admiração pelo tênis de mesa, ainda mais nessas proporções de dizer que seus heróis são todos jogadores de ping-pong. Mas acabou sendo engraçado ele citar Hugo Oyama como um deles (quase puder ouvir ao fundo a vinhetinha "Brasil-sil-sil!").
Se a greve continuar e esse for mesmo o final de temporada, não tivemos nenhum cliffhanger interessante, além da possível crise (de novo) no relacionamento de Michael e, claro, a cópia de seu diário circulando por todos o escritório.

Foto: justjared.com

11.11.2007

O Aprendiz

S04E07 – "Survivor Man"

Depois de ser ignorado outra vez para um encontro de chefes da Companhia, dessa vez um acampamento, Michael procura mostrar seu valor encarando uma competição criada por ele mesmo, para ele mesmo ganhar. Com a ajuda de Dwight ele sai para sobreviver à natureza, fazendo seu próprio documentário. Embora Dwight estando por perto tenha tornado tudo bastante previsível (era óbvio que Michael iria fazer alguma besteira que colocasse sua vida em risco), o passeio provou que Michael daria um ótimo tema de reality tv, fazendo os improvisos mais "fashions" enquanto tenta enganar o espectador (como na rápida olhada no relógio antes de advinhar o horário pelo posicionamento do Sol).
Mas o grande pretexto dessa cena externa foi deixar o escritório sob comando de Jim. Assim como Michael, Jim tenta fazer o perfil de chefe legal, e muda o sistema de aniversários no escritório. A idéia era de juntar todos num mesmo dia e poupar os constragimentos de datas separadas (embora as surpresas de Michael eram muito engraçadas). Os funcionários não concordam com isso e vão tentando alertá-lo, mas Jim parece cada vez transformar-se mais em Michael, chegando a ter um entrever com Toby e convocar uma reunião para discutir sua idéia boba. Essa última com uma piadinha de Pam sugerindo usar a sala de reuniões. Aliás, até ela parece aliviada e comemora a volta de Michael na festa de Creed. Mais uma vez o relacionamento de Pam e Jim vai atingindo um novo nível, em que começamos a descobrir suas diferenças.
E se a cena final parece até ser dispensável por tratar do óbvio, Michael e Jim atingem um ponto mais humano quando conversam sobre a experiência de chefiar o escritório, mostrando semelhanças maiores do que Jim imaginava. É um retrato interessante da idade que ele vive e o receio de ficar preso para sempre e nunca transformar-se no jornalista esportivo carregando uma guitarra nas costas. Michael percebe que assumiu uma postura série demais, e logo desconversa usando sua piadinha "That's what she said". E o mais assustador é que Jim aprende a usá-la...

Menção Honrosa: A NBC levou a sério o lema "Comedy Night Done Right", colocando juntos desse bom episódio de The Office o melhor episódio de comédia do ano com 30 Rock. "Greenzo" foi fantástico e só volta afirmar a genialidade dos produtores e roteiristas, dessa vez até limitados pela campanha "Green is Universal".

11.03.2007

This is Sabotage!

S04E06 – "Branch Wars"

Stanley recebe uma proposta de aumento de salário para trabalhar na filial de Utica, que é administrada por Karen. Sim, ela voltou mais rápido do que eu esperava e, claro, para encarar Jim e a separação do final da temporada. Michael e Dwight planejam o troco com coquetéis Molotov, assalto e etc. Pode parecer completamente fora de limites, mas Jim acaba acalmando os ânimos e a única parte que realmente ultrapassa a linha do bom senso é apresentada de uma forma cômica na comunicação via walkie-talkie, quando os dois tentam roubar a copiadora de Utica. Então, Jim e Karem acabam frente a frente e tem momentos estranhos como ele dizendo que ainda não queria vê-la de forma honesta, mas ingênua, ou quando ele desperta a fúria de Karen ao dizer que está feliz com Pam. Claramente, Karen ainda não conseguiu esquecer Jim.
Michael volta para Scranton sentindo seu fracasso e já conformado em perder Stanley. Mas no final ele revela que tudo que queria era um aumento Scranton. Era difícil de alguém como Stanley sair, principalmente do seriado, já que suas expressões faciais são engraçadas em qualquer situação. Mais uma vez Michael mostra como trata a empresa como sua "família", procurando um substituto para Stanley que fosse exatamente igual.
Embora parecesse meio deslocado do ponto central do episódio, o Finer Things Club foi interessante por mais uma vez mostrar que a capacidade de Pam vai muito além de ser uma simples atendente. O interesse de Andy em entrar no clube também foi digno de nota, mas senti falta dos comentários de Angela sobre tudo isso.

10.28.2007

Mad Man

S04E05 – "Local Ad"

Até que enfim voltamos aos episódios de meia-hora. Dessa vez, a Companhia manda seus publicitários para colocar um pouco de personalidade na propaganda de Dunder Mifflin Scranton. Mas Michael não gosta da criatividade dos profissionais e decide fazer seu próprio comercial, mobilizando a todos do escritório para ajudar. Embora tenho achado Michael divertido durante todo o tempo (apresentando o pessoal do escritório, principalmente Phyllis e a equipe de contadores), não gostei como ele tratou Darryl. Tudo bem que era a criatividade dele que estava na reta, mas substituir o espírito de Scranton pela música de "Carruagens de Fogo" já foi demais. Aliás, Darryl, Creed, Andy e Kevin deveriam formar uma banda do escritório, e Kelly poderia ser até a groupie...
Apesar disso, o comercial do Michael foi infinitamente melhor que o dos profissionais. Dramático, é verdade, mas a cara de The Office. A animação que Pam fez também ficou ótima, mostrando que ela continuará investindo nessas suas individualidades. Mas dessa vez, pudemos perceber que Jim também tem outras aspirações além de vender papéis, através de seu personagem no Second Life. Embora essa história parecesse só um desperdício de tempo, isso parece adicionar muito para a relação entre Jim e Pam.
E finalmente Dwight teve uma boa notícia na temporada. O "Ohhh D!" foi genial, com Andy e Dwight gritando ao mesmo tempo. Embora imaginar Angela dizendo essa frase seja meio assustador.

Foto: NBC/Divulgação.

10.20.2007

Mudança de cenário

S04E04 – "Money"

Depois de três tentativas no formato de uma hora, The Office finalmente acertou na última chance. Pelo menos tivemos uma unidade, mesmo que o episódio tivesse um ritmo mais lento, quase melancólico. Isso vindo do roteiro de Paul Lieberstein, que interpreta Toby, o personagem depressivo por si só. Ele, aliás, que não havia aparecido na semana passada, deu as caras justamente para encerrar a discussão sobre o uso de "whoever" e "whomever", mas gravou claramente sua cena em separado.
Foi uma primeira meia-hora em que duas cenas externas predominaram: Michael experimentando um segundo emprego para balancear suas contas, e o casal Jam hospedando-se na fazenda de Dwight, que continua sofrendo por Angela. E nessas duas histórias, mesmo com Michael levando sua experiência em vendas aos companheiros de telemarketing, e Dwight assustando o casal com os costumes do campo, os dois personagens aparecem enfrentando problemas reais. E se The Office nunca havia ultrapassado essa linha de drama, mas sempre passando perto (como no relacionamento de Jim e Pam), dessa vez fomos jogados nessa confusão de sentimentos.
Já a segunda meia-hora marcou a tentativa de resolver esses problemas, seja com Michael declarando falência em voz alta ou através dos conselhos de Oscar. Para piorar ainda mais a situação de Dwight, Andy acerta em cheio o coração de Angela ao dá-la um gato e ganha o direito de convidá-la para um encontro. Dwight é então consolado por Jim, que relembra o momento em que ele resolveu deixar Scranton, ao mesmo tempo que Jan dá uma injeção de ânimo em um Michael disposto a fugir de seus problemas, literalmente falando. As duas cenas, ocorrendo simultaneamente, são tocantes.
Kelly esteve mais roxa que o normal nesse episódio, e enfrenta os conselhos de Darryl. Mas a relação dela com Ryan ainda é mais interessante. O fato é que esse episódio seja especial exatamente por trazer novas linhas para The Office. Não a investir no drama, claro. Mas formando novos casais, colocando Michael nos eixos e consolidando Ryan como vilão da temporada, sabe-se lá por quanto tempo. Semana que vem voltamos aos episódios de meia-hora, ainda bem.

Foto: NBC/Divulgação.

10.12.2007

Acerto no canto

S04E03 – "Launch Party"

Há como comentar a primeira meia-hora de the Office sem parecer apaixonado demais? É sensacional, desde uma das melhores aberturas até hoje, assistindo o descanso de tela do DVD enquanto Michael pensa estar "on fire", até o melhor triângulo cômico da televisão: Jim/Andy/Dwight. Jim zomba demais dos colegas, Andy entende de menos e tenta controlar sua raiva, já Dwight entende demais e tenta devolver na mesma moeda. Claro, o grande destaque foi o confronto de Dwight contra a máquina, numa continuação dos eventos do último episódio, com Jim e Pam dando seu apoio à máquina e Andy comemorando com uma buzina de urso a cada nova venda de Dwight. E Angela não dando a mínima para nenhum dos dois. A única coisa que ela se importa é fazer uma boa festa e Phyllis é um terrível obstáculo quando tenta irritá-la ensinando uma lição. Sei lá qual, mas Angela tem uma excelente atuação quando explica com... cal... ma... a diferença entre colheres e garfos.
Já a segunda meia-hora, novamente mostra a irregularidade do roteiro. Michael desconta o mal entendido do convite para a festa da empresa repreendendo Ryan através do entregador de pizza. Mais uma vez temos uma cena forçada que me fez sentir pena de Michael. Pelo menos dessa vez ele mesmo se arrependeu, podendo ser um alívio para as próximas semanas. Jim e Pam resolvem fazer um encontro particular no telhado, numa clara retomada da cena da segunda temporada, mas não vejo felicidade ali. Tanto tempo esperando por esses encontros e a única coisa que posso dizer era que imaginá-los era melhor do que vê-los realizados. Uma pena.
E se a relação dos dois é perfeita em teoria, temos outra cena do pobre Dwight tendo seu coração partido, mais cabisbaixo que seu blooperhead. Eu sinto pena. Mas a canção que Andy resolve cantar para conquistar Angela é para esquecê-lo. Até Angela já passa a usar seu sorriso discreto. "Take a chance on meee..."
Tivemos outro possível casal no escritório: Darryl e Kelly. Aí eu pergunto: eu sei que The Office é legal, mas será que os funcionários não têm vida social nenhuma fora dali? Eu sei que sempre fui contra o abuso de cenas externas, mas só espero não ter de agüentar um "Love Office" nessa temporada.

10.08.2007

Vendendo pessoas

S03E02 – "Dunder Mifflin Infinity"

Uma das várias mudanças dessa versão americana de The Office, é a discussão de como a empresa Dunder Mifflin tem uma característica "romântica" em relação às outras. Muitos não entendem, mas o maior exemplo de alguém que "veste a camisa" é Jim, que inclusive na sua entrevista no final da temporada passada diz que o que faz daquele lugar especial são as pessoas que ali trabalham.
Esse parece ser o principal ponto de discussão nesta temporada, agora que Ryan-started-a-fire chegou ao poder e pretende modernizar a empresa. Note como Jim não dá a mínima para a bem-sucedida carreira do menino prodígio, chegando até a zombar de sua incapacidade de conseguir a mulher que deseja, no caso de hoje, Pam. Ele acaba tendo de se contentar com Kelly e sua incrível face rosa, reflexo de seu vestido, provavelmente.
Mas continuo a achar que The Office não funciona em 1 hora. E não é pelo excesso de assuntos, mas sim porque eles sempre souberam muito bem escolher o que iria para a tela. O estilo da edição era rápida e a própria dinâmica das piadas eram melhores. Podemos tomar como exemplo o arco que tentaram fazer entre Michael jogando seu carro no lago e depois provando que a tecnologia é ruim. As idéias acabam um pouco desconexas, e nessa cena do carro, Michael passa mais por bobo à primeira vista, digno até de pena.
Agora que a magia do relacionamento entre Jim e Pam acabou, já que eles estão oficialmente juntos, tiveram de sacrificar o casal Dwangela. Puxa, e uma relação de dois anos! Vamos ver quanto nossa paciência aguenta com tantas discussões de relação inexpressivas. Sinto por Toby (Yeah!), eu realmente queria que ele tivesse uma chance com Pam, até porque adorava Karen Filipelli ao lado de Jim (e Pam) também.

Foto: NBC/Divulgação.

9.28.2007

Voltando ao trabalho

S04E01 – Fun Run

Voltar das férias de verão é uma tarefa árdua para qualquer um... menos para os funcionários de The Office. Primeiro preciso dizer que a Pam está mais linda do que nunca. Ou as férias fizeram muito bem a ela, ou foi o cliffhanger "it's a date" do final da temporada passada...
Com a saída de Karen (infelizmente, eu diria), Jim diz estar solteiro, e Pam também. Mas parece evidente que eles preferem manter a discrição no ambiente de trabalho, o que acaba atiçando a curiosidade de Kevin e mesmo com suas perguntas e até seguindo Pam, não consegue descobrir nada. Eu já estava achando ótimo que eles fossem manter isso em segredo para todos nós. Porém, numa manobra genial, os mockumentaristas acabam flagrando os dois num beijo dentro do carro e resolvem mostrá-los para tirar a dúvida. Genial, e mesmo com Jim tentando negar, eles finalmente dão o braço a torcer e revelam o romance... ficando vermelhos logo em seguida, numa excelente atuação.
Já o casal 'Dwangela', passa por momento turbulento. Fiquei com muita pena de Angela, pela primeira vez. Nem gosto de gatos, mas sacrificar o animal de estimação doente da namorada (não é?) só poderia ter vindo do "caipira" Dwight.

Mas com Michael Scott ainda no comando é difícil The Office seguir melodramático pelo resto da temporada. A chegada dele em Dunder Mifflin não poderia ser melhor, atropelando Meredith logo na entrada. Dentro da companhia, com uma propriedade da companhia. Pior foi a frase que escolheu para contar o estado de Meredith:
"Os médicos tentaram salvar sua vida. Fizeram o melhor que podiam. E ela ficará bem."
As visitas ao hospital foram hilárias, mesmo tendo algumas piadas prontas (como o de Michael soltando o tubo). Outra vez Steve Carrell rouba a cena, subindo por sobre Meredith, deitada e com a bacia quebrada, para roubar um abraço de desculpas. E ficou com cara de improviso, principalmente por Angela parecer rir inevitavelmente.
Para ajudar o caso de Meredith, que também descobriu ter pego raiva, Michael decide fazer uma corrida em apoio às vítimas da doença. Ironicamente, foi exatamente na corrida que o episódio perdeu o ritmo. Tivemos um Michael Scott muito exposto (e não estou falando da aparição de seu pênis para Pam), o que acaba deixando-o sem graça, digno de pena às vezes. Mas tivemos um bom destaque para todos os outros coadjuvantes: Toby continua perseguido, mas venceu a corrida, Creed revela ter 81 anos e ter participado de diversos cultos (como membro e como líder...) e Kevin funcionando como barreira para Andy, que é o único que nos restou da segunda temporada.
O que será dessa temporada? Ao que parece, a relação de Michael com Ryan tende a ser o fator principal para diversos assuntos bizarros envolvendo o escritório. Espero que sim, The Office precisava de um inimigo mesmo.

A EW colocou uma interessante matéria sobre a produção dessa nova temporada.

Foto: NBC/ Divulgação.